6 de setembro de 2016

Resenha | A Coroa - Kiera Cass

   
     E acabou (mais uma vez) a série A Seleção. Estou com o coração na mão porque acompanhei essa trilogia (que virou saga) desde o lançamento do primeiro livro e me apaixonei desde a primeira palavra lida. É muito amor. Nessa resenha não darei spoiler de A Coroa, mas para falar desse precisarei comentar de A Herdeira, então se você não leu o 4º livro da série recomendo que pare por aqui para não perder a graça.

A HISTÓRIA: 

     Desde A Herdeira temos acompanhado a vida de Eadlyn, filha de América, a protagonista dos três primeiros livros. Em A Coroa a princesa já está no meio da Seleção, esta que tem a intenção de convidar rapazes para disputar entre si o coração da futura rainha. No final do livro anterior já tomamos conhecimento que América não está bem de saúde e que Eadlyn passa a assumir um cargo de maior responsabilidade, sendo que vai enfrentar problemas da população, de dentro do palácio e do próprio coração.

RESENHA:

     Estou em uma relação de amor e ódio com esse livro. Mas vamos as partes boas primeiro: Eadlyn amadureceu absurdamente desde o livro passado. Ela era arrogante, se achava demais, queria mandar em todo mundo e agora está muito mais ciente da sua posição, tratando as pessoas com mais amor no coração e mais conformada com a situação. Pra quem era contra começar a seleção ela acabou aceitando e curtindo neste último livro. A princesa definitivamente ganhou o meu coração.
    Em A Coroa é abordado mais jogos políticos e isso eu gostei bastante de acompanhar, tanto a relação de Illéa com a França, como o relacionamento da Eadlyn com o povo e até mesmo dela com o conselho dentro do palácio. Essa série é uma distopia muito diferente das outras, como Jogos Vorazes e Divergente por exemplo, pois parece que eles estão no passado e não no futuro, principalmente nesse relacionamento com a política. Em A Seleção o povo ama a família real (a Eadlyn nem tanto) e nas outras o objetivo é derrotar o líder.
     Os meninos finalistas da seleção são uns amores. Eu não encrencaria com quem ela escolheu no final das contas, mas a forma com que ele foi escolhido que eu achei sem pé nem cabeça. Em uma página ela era indiferente a ele e na outra com apenas uma troca de olhares já estão se amando? Podia ter enrolado um pouco mais pra que eu acreditasse nesse amor todo mesmo, não consegui engolir isso muito bem. 
      Não sei se a autora estava com o prazo acabando e precisava encerrar a história em 20 minutos, mas que foi tudo muito corrido isso foi. Parece que ela chegou pra mim e falou "Ela escolheu esse, é isso que vai acontecer com o país, todos aceitaram de boas, e pronto, acabou". Fiquei meio perdida, foi intenso, a protagonista decide mudar tudo de uma hora pra outra, e de indecisa já basta eu não é mesmo?

     Eu amo a forma da Kiera Cass de escrever, consigo ler super rápido, as palavras são fáceis e ela transmite um sentimento incrível, então não importa muito se eu gostei ou não da história, vou amar o livro com toda certeza só por ser dela. Mas deixando o amor um pouco de lado e analisando friamente o que eu achei do desenvolvimento dou 3 estrelas para A Coroa, não é nem regular, nem ótimo, apenas bom e gostoso de ler.

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3 de setembro de 2016

Minissérie | 5 coisas sobre "Justiça"

    
     Justiça é a primeira minissérie nacional que eu realmente me empolguei em assistir. Acho que o grande responsável por isso é o formato que escolheram para contar as histórias, mas explico isso mais pra frente. Separei 5 coisas sobre a minissérie criada por Manoela Dias e transmitida pela Rede Globo.

1) AS HISTÓRIAS

     A minissérie conta 4 histórias de 4 personagens diferentes, mas todas se passam em Recife e estão interligadas. A primeira que acompanhamos de perto, às segundas-feiras, é da Elisa que vê a filha ser assassinada a tiros pelo namorado que vai preso por isso, mas depois de 7 anos está solto novamente. Às terças-feiras vemos Fátima que tem problemas com o vizinho novo e seu cachorro que ataca os filhos dela. Fátima mata o cachorro a tiros e Douglas, o vizinho policial, coloca drogas em sua casa, o que faz com que seja presa, mas também saia da cadeia 7 anos depois. Quinta-feira acompanhamos Rose que acabou de completar 18 anos e passou no vestibular, mas vai presa por ser pega com drogas em um luau na praia. Sexta-feira conhecemos Maurício que pratica eutanásia em sua mulher depois dela sofrer um acidente e ficar tetraplégica. Ele também vai preso e é solto 7 anos depois.


2) A CRONOLOGIA

     Todas as histórias acontecem simultaneamente, os personagens que vão para a cadeira são presos na mesma noite e como tudo se passa na mesma cidade, quase que no mesmo bairro praticamente, vemos trechos de algumas histórias enquanto outra está sendo contada. Por exemplo: Em todas as tramas os personagens estão presentes na cena do acidente de Beatriz (esposa do Maurício que fica tetraplégica), logo, a mesma cena nos é apresentada de pontos de vista diferentes. Eu sempre falo aqui que amo quando vemos a mesma situação de ângulos diferentes, com personagens diferentes que tem pensamentos diferentes, seja em livro, série ou filme. Em Justiça não seria diferente, só notamos alguns erros, algumas cenas se desencontram se você pensar direitinho no tempo em que as coisas acontecem, acho que podia ser melhor encaixado, principalmente no primeiro episódio de cada personagem, em que acontece tudo de uma vez.

3) A RELEVÂNCIA

     A minissérie não é só um entretenimento, ela aborda vários assuntos importantes que nos fazem pensar no que faríamos se estivéssemos na pele do personagem. São temas como, racismo, estupro, perdão, eutanásia. E ainda nos fazem questionar o conceito de justiça e como é feita aqui no Brasil. Afinal, existe justiça na vingança?

4) O ELENCO

     Tem muito ator bom nessa minissérie, fiquei impressionada, uns mais conhecidos e outros nem tanto, mas todos excelentes. Os quatro principais são Debora Bloch, Adriana Esteves, Jessica Ellen e Cauã Reymond. Vale destacar também Jesuíta Barbosa, Enrique Díaz, Leandra Leal, Luisa Arraes e Vladimir Brichta. Como tudo se passa em Recife o sotaque é parte fundamental pra gente entrar mesmo na história e se localizar. Todos estudaram direitinho, porque parece mesmo que são de lá, ficou excelente. Também vai um belo destaque para os quatro que foram presos, é muito notório a diferença de como eram antes da cadeia e como isso os mudou depois que saíram.

5) A CLASSIFICAÇÃO

     A classificação proposta pela emissora é de 16 anos, mas pra mim deveria ser 18. A minissérie conta com cenas bem fortes desde estupro a assassinato e muitas cenas de sexo e nudez na maioria dos episódios (se não todos). Me incomoda um pouco, mas cada um deve levar em conta seu gosto pessoal e idade.

     Eu não tenho a prática de acompanhar muita coisa pela TV, muito menos nacional, mas estou gostando bastante da experiência. Não comentei nada sobre fotografia e trilha sonora, mas também estão muito bem feitas. Umas cenas muito bonitas  e diferentes, vale a pena prestar mais atenção nisso. A música que marca a série é a Hallelujah na versão de Rufus Wainwright que está simplesmente maravilhosa, eu amo essa música então sou suspeita pra falar. Fica aqui a recomendação da série (e da música também).

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30 de agosto de 2016

Filme | 5 coisas sobre "Águas Rasas"


     Dia 25 de Agosto estreou nos cinemas o filme Águas Rasas (The Shallows no original) onde conta a história de Nancy que encontra uma praia secreta que sua mãe frequentava quando era viva e resolve surfar. O que ela não sabe é que mora um tubarão por aquelas águas e ela acaba encurralada em umas rochas sem ter como voltar para a praia. Paro por aqui a história e continuo contando 5 coisas sobre o filme (sejam boas ou ruins):

1) O SUSPENSE

     Que o filme é de suspense dá pra gente sacar no trailer, mas eu não sabia que ia ficar tensa na cadeira do cinema do início ao fim no filme. No início porque eu sabia que tinha um tubarão ali enquanto a protagonista não sabia e no resto do filme pra saber o que ia acontecer e como ela sairia dessa situação (ou não). A gente termina o filme louco e quando a gente relaxa é que percebe o quão tenso estava, cheguei a prender a respiração junto com a personagem em algumas cenas, comprei de verdade a história e estava vivendo tudo junto com a Nancy (inclusive passando frio, porque ô sala de cinema gelada, cruzes).

2) A BLAKE LIVELY

     Nem coloquei "o elenco" porque o filme todo se resume a uma atriz, que é a linda, diva e eterna Serena de Gossip Girl, Blake Lively. Confesso que não sabia muito o que esperar da atuação dela porque estava acostumada a vê-la em GG, e o papel de Serena é mole perto desse. Mas que ela me surpreendeu, surpreendeu. Parte da tensão do filme é transmitida pelas músicas e fotografia (falaremos no próximo tópico), mas a atriz é fundamental, ela transmite o medo da personagem, que passa fome, frio, calor, se machuca e o desespero de várias formas diferentes. Tinha um peso enorme nas costas dela e o sucesso do filme dependia em boa parte disso e ela fez super bem.

3) A FOTOGRAFIA E TRILHA SONORA

     Todo o desenrolar do filme se passa em uma praia paradisíaca e a fotografia se destaca ainda mais ao mostrar toda essa beleza. Tem umas sacadas bem legais junto com a trilha sonora que são as cenas de baixo d'água, a imagem fica mais escura pra dar um ar mais sombrio e a música fica abafada como se nós também estivéssemos em baixo d'água. Também vemos cenas de cima mostrando toda a imensidão do mar e como a Nancy é muito pequena e frágil em relação a isso tudo. Todas essas coisas ajudam (e muito) a passar a gravidade da situação e cumpre a função de nos desesperar também.

4) O TUBARÃO

     Visualmente falando ele está super bem feito, principalmente nas imagens gravadas pela câmera dos próprios personagens. Mas achei um tubarão um tanto insistente, parecia que ele tinha um problema pessoal com a Nancy. Ela passa quase 24 horas no mar sendo cercada por ele. Não entendo nada de tubarões pra dizer se isso aconteceria mesmo, mas pareceu muito que ele estava a fim de vingança.

5) O FINAL (Sem Spoiler)

     O final eu achei um tanto forçado, sei que racionalmente falando nós humanos ganhamos, mas mesmo assim não me convenci muito da forma que acabou. Foi o único ponto que eu tiro uma estrela da avaliação. A galera estava reclamando também sobre os conflitos familiares da personagem serem desnecessários e que a busca por encontrar a si mesma foi só pra "encher linguiça", mas eu, particularmente, gostei. Ajudou a criar o vinculo do espectador com a protagonista e explica porque dela estar ali, classifico isso como importante, afinal, todo mundo tem uma história e ia ficar bem vago se não contasse nada sobre ela.

     Eu recomendo muito. Apesar de só ter uma personagem em 85% do filme não torna ele cansativo ou monótono. É tenso e mistura umas pitadas de terror as vezes. Dou 4 estrelas de 5 pela questão do final mesmo, de resto: perfeito.

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26 de agosto de 2016

Minissérie | 5 coisas sobre "E Não Sobrou Nenhum"


       Atualmente estou entrando no mundo nas Minisséries. Acabei de assistir E Não Sobrou Nenhum e estou acompanhando Justiça pela TV, depois faço um post sobre essa também. Mas vamos ao que interessa: separei 5 coisas para compartilhar com vocês sobre essa minissérie que não é muito conhecida mas ao mesmo tempo é maravilhosa.

1) O LIVRO

      E Não Sobrou Nenhum (And Then There Were None no inglêsé baseado no livro de mesmo nome de Agatha Christie que é a autora mais renomada do gênero de suspense policial, não é atoa que é chamada de Rainha Do Crime, não é mesmo? Eu ainda não li esse livro, porém é o mais conhecido e tem a fama de ser o melhor dentre todos os milhões escritos por Agatha nesse mesmo gênero. Então se você já leu não pode deixar de assistir a série, é obrigatório.


2)  A HISTÓRIA

      A série trás a história de 8 pessoas que foram convidadas por um anfitrião desconhecido a comparecer a uma ilha, que possui apenas uma casa em toda sua extensão. Lá eles encontram apenas um casal de empregados que ficam sabendo de suas obrigações por meio de cartas e nada do tal anfitrião aparecer. Aos poucos os hospedes começam a morrer de formas diferentes e todas baseadas no mesmo poema pregado em praticamente todos os cômodos da casa. O mistério e o medo está instalado e dessa forma as pessoas que vão restando ficam com a responsabilidade de descobrir quem  é o real assassino. Será que é um dos dez dentro da casa? Ou tem mais alguém desconhecido na ilha?

3) O ELENCO

       Os atores são bem conhecidos, com certeza você já viu pelo menos 3 deles por aí em outros filmes e séries. Além de conhecidos são ótimos no que fazem. Por a série ter um elenco reduzido a apenas 10 pessoas o trabalho fica ainda mais difícil, eles são os grandes responsáveis por passar a angustia da situação e carregar a bagagem do que fizeram no passado. Temos Maerve Dermody, Douglas Booth (LOLA), Aidan Turner (O Hobbit), Toby Stephens, Burn Gordman (Game Of Thrones), Charles Dance (Game Of Thrones), Anna Maxwell, Miranda Richardson, Noah Taylor (A Fantástica Fábrica de Chocolate), Sam Neill (Jurassic Park)

4) A FOTOGRAFIA

      O livro foi lançado em 1939, então acredito que a trama se passe no mesmo ano, e eu, particularmente amo as fotografias das séries que se passam em épocas antigas. São sempre muito bonitas e bem trabalhadas seja no cenário com objetos antigos, a luz, as roupas, enfim, tudo. Isso sem contar que determinadas cenas são contadas com lembranças dos personagens e essa mudança de tempo é bem marcada, principalmente com a iluminação, o que não deixa a pessoa que está assistindo perdida durante a trama sem saber o que é passado e presente. Fica tudo muito bem explicado.

5) O FIM (Sem Spoiler)

     O final pra quem não leu o livro pode ser um pouco confuso. Pra mim foi e pretendo ler o livro pra entender melhor. Esse foi o único ponto negativo, eles poderiam ter deixado tudo mais explicado, senti falta de algumas motivações dos personagens serem mostradas com mais clareza. Mas também acho que pode ser intencional. Quem leu o livro ficou super satisfeito e quem não leu quer sair correndo pra mais explicações. Acredito que um seja o complemento do outro. Se foi mesmo pensado dessa forma, não há nada pra reclamar, mas se não, volto a dizer que ficou pouco explicado.

     A minissérie é formada por apenas 3 episódios de aproximadamente 1h cada um, dá pra assistir tudo seguido no mesmo dia. E uma notícia boa (ótima, na verdade) é que vem mais por aí, a BBC está providenciando mais 7 séries baseadas em outros livros da rainha Agatha Christie, mas não foram confirmados ainda quais serão esses livros. Vamos ficar na torcida pra todas ficarem igualmente maravilhosas a E Não Sobrou Nenhum.

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24 de agosto de 2016

Resenha | A Garota No Trem - Paula Hawkings

Instagram: @marianastk
Estava numa ressaca literária daquelas, já tinha feito uns dois meses que estava em um limbo, não conseguia ler nada. Eis que surge A Garota No Trem pra me tirar do sofrimento. Nada como seu gênero preferido pra ajudar a voltar ao ritmo.

A HISTÓRIA:

O Livro conta a história de Rachel, uma mulher que ama trens, e todos os dias pega o mesmo trem, no mesmo horário pra ir ao mesmo lugar. No caminho ela vai observando tudo que passa pela janela, mas um lugar em especial ela dedica mais atenção. É a casa número 15 em que mora um jovem casal que ela adora acompanhar a rotina, imaginar como é o temperamento, vida e história de cada um. 

Num determinado dia ela vê uma cena diferente do que de costume e vai de encontro a tudo que tinha imaginado na sua cabeça. Um pouco depois de presenciar essa cena descobre que a moradora da casa está desaparecida, e com o intuito de ajudar nas investigações vai até a polícia contar o que viu e acaba se envolvendo mais do que esperava.

RESENHA:

Como é um Thriller Psicológico/drama/suspense/investigação nada é o que parece ser. A protagonista é alcoólatra e, como de costume, não lembra o que acontece enquanto estava bêbada e isso torna o processo de descobrir o que aconteceu com Megan (a jovem que desaparece) um pouco mais lento, porém não torna a leitura devagar, muito pelo contrário. Conforme Rachel vai lembrando das coisas ou recebendo informações ela começa a juntar as peças do quebra cabeça.

A narração é em primeira pessoa e os capítulos são intercalados entre Rachel, Megan e Anna a atual esposa do ex-marido de Rachel (meio confuso mas é isso mesmo). E com esse formato dá pra acompanharmos todos os acontecimentos em várias perspectivas diferentes, o que facilita (e muito) a gente entender determinadas atitudes dos personagens ou como chegaram a esse ponto, tudo é muito bem explicado e nada sem fundamento, tudo se tem um porque e nós, meros leitores acabamos desconfiando de todos os personagens pelo menos uma vez durante a história.

A escrita é fascinante, facilmente comparada a Gillian Flynn (Garota Exemplar), não só pelo gênero mas tudo, construção dos personagens, capítulos intercalados, etc. Quem gosta de uma autora, provavelmente vai gostar da outra também. A forma como ela vai nos levando aos poucos até chegar no clímax é fantástico, não dá pra parar de ler.

Recomendo demais, é viciante e a Galera Record arrebentou na edição, está lindo e sem erros. Possui 378 páginas e foi lançado no ano passado (2015). Porque demorei esse tempo todo pra ler???

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