10 de janeiro de 2015

Resenha: Réquiem - Lauren Oliver



Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 304
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Sinopse: No desfecho da trilogia em que o amor é considerado uma doença, Lena é um importante membro da resistência contra o governo. Transformada pelas experiências que viveu, está no centro da guerra que logo eclodirá. Depois de resgatar Julian de sua sentença de morte, Lena e seus amigos voltam para a Selva, cada vez mais perigosa. Enquanto isso, Hana, sua melhor amiga de infância, foi curada. Ela leva uma vida segura e sem amor junto ao noivo, o futuro prefeito. Às vésperas do casamento e da eleição - cujo resultado pode dificultar ainda mais a vida dos Inválidos -, Hana se questiona se a intervenção realmente tem efeito. Vivendo em um mundo dividido, Lena e Hana narram suas histórias em capítulos alternados. O que elas não sabem é que, em lados opostos da guerra, suas jornadas estão prestes a se reencontrar.


Atenção: Contém Spoilers de “Delírio” e “Pandemônio”.

Essa série foi marcante pra mim, pois comecei a lê-la desde o seu início. Naquela época (há uns 2 anos), apenas “Delírio” havia sido lançado. No final do primeiro livro, nos deparamos com aquela situação que acaba com nossos nervos e nos enche de curiosidade. Em “Pandemônio”, lidamos com o mesmo final a la “Av. Brasil”.


Vamos começar pelo final de “Pandemônio”: Lena fugindo com Julian e Alex voltando misteriosamente do nada. Pra quem não se lembra, Alex foi o primeiro amor de Lena, por quem ela fugiu para a Selva. Mas as coisas não deram muito certo, já que ele ficou para trás e foi preso. Mas, felizmente, ele fugiu! Eba! Só que nesse momento, não. Lena havia começado a se apaixonar por Julian, filho de um cara renomado que lutava contra o “delíria” e que havia acabado de largar tudo para ficar com ela na Selva.

A minha expectativa para o início de “Réquiem” era a de que focaríamos num primeiro momento, pelo menos, em Alex. Mas não é o que acontece. A história começa a ficar lenta, e um tanto sem sentido. As coisas giram em volta da resistência e de personagens que deveriam ser importantes, mas que nem nos cativam. Alguns morrem, outros se revoltam pela própria causa. Mas nada que nos emocione realmente. Nunca fui tão apática com mortes nas minhas leituras como fui nessa.

Os capítulos são intercalados entre Hana e Lena. Na parte de Hana, tudo se resume a seu casamento, a dúvida sobre a eficácia da cura, escapes à noite para levar mantimentos para Grace (prima de Lena) e descobrir o que houve com a ex-esposa de seu noivo, com quem foi pareada, o futuro prefeito da cidade. Mas no final não temos respostas concretas sobre os questionamentos da personagem.

A narrativa começa a dar voltas. Acontecem coisas isoladas, e os inválidos ficam de um lado pro outro na Selva, sem saber o que fazer. Dá pra ver como a autora perdeu todo o clímax da história. Parece que os personagens não sabem mais porque fugiram, qual é o motivo de tudo. Eles ficam muito incertos neste terceiro livro.

Ok, eu juro pra você que a Lauren tentou escrever um final inspirador. Juro mesmo. Mas não deu certo, foi um fiasco. Temos uma “luta” final que era para ser épica e nos deixar satisfeitos com um fechamento triste ou feliz (tanto faz, eu quero um final aqui, oi?!). Mas que termina apenas em frases que eram para ser inspiradoras ou sei lá.

“Vou fazer um pacto com vocês: eu farei se vocês fizerem, sempre e para sempre.
Derrubem os muros.” Pág.:303

Ah, fora o triângulo amoroso que termina de maneira super confusa também.
Eu amei os dois primeiros livros, a Lauren realmente é uma ótima autora (tenho outro livro dela também), porém, “Réquiem” deixou muito a desejar. Eu não sei se a intenção foi a de escrever mais um livro e por isso ela acabou errando tanto...

Se isso for possível, recomendo os dois primeiros livros. Fiquem sem um final. hehe
Bom, é isso. Dou duas estrelinhas. Até a próxima! 

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